Mostrando postagens com marcador módulo 1000. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador módulo 1000. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Psicodelia Brasileira Recomenda: encontro de integrantes do Módulo 1000 em show

Aos cariocas psicodélicos, uma mensagem de Luiz Paulo Simas (Módulo 1000/ Vímana):


Show de lançamento do CD "Cafuné", de Luiz Paulo! Amanhã!


Luiz Paulo Simas - teclado e voz (Módulo 1000/ Vímana)
Bruce Henry - baixo
Claudio Infante - bateria
Daniel Cardona Romani - guitarra (Módulo 1000)
Chico Sá - sax e flauta
Lila Shakti - vocais

Local: Letras & Expressões - Ipanema
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 276 perto da rua Vinicius de Morais
Tel: 2521-6110 (Vendas a partir de segunda-feira 10. Reservas somente no dia do show até as 19hs)
Data: quarta-feira 12 de setembro às 21h
Preço: R$20 ($10 estudantes e seniors)


"Cafuné" é o primeiro CD que eu lanço simultâneamente no Brasil e nos Estados Unidos, com composições minhas em português. É um trabalho que eu sempre quis fazer e que finalmente realizei.
Espero ver todos voces lá!!!
Abraços,
Luiz Paulo Simas

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Módulo 1000

Bueno, primeiramente, passo a assinar meus posts pra evitar possíveis problemas...

Bueno II - não aguento mais dar a desculpa de falta de tempo, mas é o que rola... perdoem-nos...

Bueno III - last, but not least, este post é sobre o Módulo 1000. Já entrevistamos a banda inteira! Estamos muitíssimo felizes com o resultado das entrevistas. A maioria delas ainda está sendo transcrita mas acho que já dá pra ter uma noção com algumas coisas que posto agora. Gostaríamos de agradecer ao pessoal da banda: Todos foram muuuuuuuuito especiais, mandaram material, scannearam fotos, matérias de jornal e, principalmente, trataram-nos com muito respeito e seriedade... muitíssimo obrigada! Vamo que vamo!!!!







Com vocês, Módulo 1000

O Módulo 1000 é, sem dúvida, dentro do meu critério pessoal, uma das bandas mais psicodélicas de nossa seleção. Por que? Pelos seus shows bizarros, pelas letras curtas, pelas frases sem sentido, pela música pesada, progressiva, pelos happenings, pelo único disco... enfim, discorda? concorda? nunca ouvi? então escuta!



O que é o Módulo 1000?

O jornal Rolling Stone, em sua edição nacional, de número 4 (21 de janeiro de 1972) trazia na segunda capa (interna) anúncio de página inteira com o disco. Está lá escrito: "Nosso som é o som do mundo para ser sacado e curtido" - Módulo 1000, com a foto do quarteto e a capa do disco, trazendo apenas o nome da banda e da obra - "Não Fale Com Paredes". Uma estréia que prometia, mas que enfrentou resistências, mesmo dos setores mais roqueiros da mídia, inclusive do próprio RS. A razão da reação adversa de alguns é, ao mesmo tempo, o grande trunfo do álbum: o som progressivo, altamente técnico, que, ao contrário das críticas, não deixava de manter o pé no rock e da psicodelia. Integravam o grupo carioca, os músicos Luiz Simas (órgão, piano e vocal), Eduardo (baixo), Daniel (guitarra) e Candinho (bateria). (Fernando Rosa, publicado originalmente na Showbizz)





Algumas curiosidades:

Módulo 1000 foi o nome escolhido pela paixão de Daniel pelos módulos espaciais!

Turpe est cine crine caput - é feio uma cabeça sem cabelos... hã? Sim, a música dizia exatamente isso. Pq? Pq sim, ué. Não tem uma explicação mirabolante, para a decepção de muitos... Mas, segundo o Daniel, era a música que a censura encrencava por achar que carregava uma mensagem subliminar subversiva.

Por outro lado, o título do disco é uma afronta... uma mensagem direta à ditadura: NÃO FALE COM PAREDES. Segundo os autores, falar com a censura, com a ditadura, era falar com paredes.

O disco na verdade não é o disco em si. Entendeu? É assim: o que foi gravado não era um projeto final. Uma coisa muito bem elaborada - segundo o guitarrista Daniel Romani. Eram testes. Mas eis que de uma hora pra outra apareceu a oportunidade e gravaram o que existia de concreto e pronto...

Sabem aquele tubo que o Dave Grohl usa na música "Generator" (ahhhhhhhh esqueci o nome e ninguém aqui lembra tb!!!!!)? Aquilo é uma invenção brasileira... INVENÇÃO DO MÓDULO 1000! Pasmem! Acreditem ou não! Sim, eles tb deram um nome que eu também não lembro agora, mas este negócio foi fruto de uma experiência sonora deles. A banda ficava reunida, testando, inventando, e eis que nasceu o filho "famoso". Tem até foto!

O Plim Plim da Globo é criação de Luiz Simas, tecladista do Módulo 1000



Quer saber como era um show do Módulo 1000? O Luiz Simas conta:





"Era um show muito diferente, que não se faz hoje em dia, entende? Vou te dar um exemplo. Tem esse show teatro da praia. A gente alugava um teatro e dava um show em teatro. É um dos lugares que a gente tocava. Por exemplo, no show do teatro na praia, o público entrava, e na platéia tinham manequins sentados, espalhados pela platéia, entende? Manequins assim de roupa. E o show começava com uma projeção na cortina fechada, uma projeção fazendo aquele “rorarr”. (faz barulho imitando leão). E é bem por aí, o show era todo cheio dessas coisas interessantes, e tinha muito solo. E também nesse show no teatro na praia pela primeira vez eu usei um sintetizador. Fui a primeira pessoa no Brasil a usar um sintetizador. Naquela época não existia aqui. E era um sintetizador pequeninho, era do tamanho de uma maleta de executivo. Na época não tinha nem teclado, eram só os efeitos. Os botões com efeitos. E usei isso no show. Então o módulo 1000 era isso. Ah, teve um outro show também, que foi no teatro de arena, foi um show muito importante. Eu esqueci o nome agora, mas foi no teatro de arena no rio, no largo da carioca, com 3 grupos. Era o modulo 1000, o terço e o outro grupo... ai meu deus...era do paulinho machado o grupo... bom, esses três grupos tocavam dentro de um teatro em três partes de um triângulo. Assim um lá em cima em um lugar, o outro totalmente a esquerda e o outro totalmente a direita. Isso ai to falando, a gente tocava por trás da platéia. Que eu me lembre... como é que era mesmo? Eu sei que a gente tocava bem separado, um do outro. E a platéia é uma platéia redonda, porque é um teatro de arena, mas quando o pessoal entrava no teatro, eles tinham q entrar por uma cerca de arame farpado e ficavam separados os grupos por arame farpado. Eu não entendo muito bem, até hoje não sei porque. É uma concepção que o diretor teve pra fazer isso. Eu sei que no palco tinha a mulher do empresário fazendo pipoca. Enquanto a gente tocava. Então tinha essas coisas bem malucas. Um das coisas que eu não posso esquecer de falar, é que tinha um empresário que foi também o empresário de outras bandas do rio, que foi to importante no que eles chamam hoje de rock psicodélico. Ele dava a maior força pra essas loucuras. O nome dele era Marinaldo Guimarães. Eu acho que lee é muito importante você colocar no livro. Ele dava a maior força pra gente ser o mais maluco possível, e ele não era assim, um bom empresário de negócios, não era o forte dele. O forte dele era mais concepção, maluquice, loucura. "



O Luiz Simas é pianista/tecladista e mora hoje em Nova York. Olha só o que ele anda aprontando:






Quer mais? Assim que tivermos as transcrições eu posto, quem sabe com um pouco mais de capricho...rs...
Enjoy!

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Fotos: Serguei, Daniel Romani, Fredera...

Serguei no Templo do Rock

Fazendo pose de Rock Star


Quarto psicodélico no Templo do Rock


Daniel Romani segurando a obra prima do Módulo 1000


Daniel Romani - Módulo 1000


Templo do Rock

Nossa repórter ninja Ana Paris Hilton e Fredera, do Som Imaginário

Essas foram alguns registros do que temos aprontado... aguardem os próximos capítulos!




sexta-feira, 25 de maio de 2007

Da terra da garoa para a cidade maravilhosa...

Bom, como a aninha adiantou, estamos indo para o RJ entrevistar o Serguei no sábado... MAS NÃO É SÓ ISSO!!!!!
Vamos falar com o Daniel Romani, do Módulo 1000 e se tudo der certo, com o Mimi Lessa, do Liverpool e com o Fernando Gama do Vímana!

PS.: Este fds tem shows do Lobão em SP e no Rio. Nosso ex-psicodélico lança seu "Acústico MTV".. quem diria, hein?

bom! wish us luck!

Em breve, fotos e videos do fredera... fotos do ronnie, etc e tal!

terça-feira, 10 de abril de 2007

Capítulos definidos! Mais um dia...


Zenti, Zenti... tivemos uma reunião com o Welington, nosso orientador, e finalmente definimos os capítulos do livro. Ficou mais ou menos da seguinte forma:

* Ah... vamos procurar conseguir depoimentos de figurões sobre a psicodelia! Vamo que vamo! Agora contamos com todos vocês! Quem tiver contato, informação, fotos, discos, cartazes de shows, conhecidos que estiveram lá na época e etc... nos mandem pliss!!!! Toda ajuda é bem vinda!

Estruturação dos Capítulos do livro:

Considerações:
Os capítulos que envolvem personagens estarão dispostos em ordem cronológica


1º Capítulo

- loucura<=> psicodelia
- contracultura
- drogas
- expressão dos temas acima pelá arte

*Não falaremos de tropicália. Tentaremos introduzir o nosso trabalho focadas nos temas propostos acima.


2º Capítulo

Ronnie Von (1968) (SP/RJ)

Falaremos da experiência psicodélica do cantor. Ele era mauricinho, amado pelas garotas, invejado pelos rapazes. Mas no meio de seu sucesso, Ronnie Von gravou com os Mutantes – banda que, aliás, foi batizada por ele - lançou três álbuns experimentais, considerados os precursores da psicodelia nacional: Ronnie Von (1968), “A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais” (1969) e “A Máquina do Tempo” (1970). Ronnie Von abandonou seu lado pequeno príncipe e investiu pesado no rock psicodélico.


3º Capítulo

Módulo 1000 (1969) (RJ)

Quarteto progressivo carioca, formado em 1969, que teve breve duração. O grupo misturava influências de rock pesado com traços regionais. Lançaram um único álbum (Não fale com as paredes) em 1972 – hoje sonho de consumo de colecionadores. Na Europa o disco marcado por fortes guitarras e faixas instrumentais – além das letras em latim com referências bíblicas, é um clássico muito procurado. Som progressivo e letras em latim.


4º Capítulo

Liverpool (1970) (RS)

Liverpool foi a banda brasileira que mais perto chegou da criatividade mutante na época, porém, seu vinil nunca foi digitalizado por uma grande gravadora e alguns heróis hoje compartilham pela internet o pouco do que sobrou. preste atenção na psicodelia de "olhai os lírios do campo", "impressões digitais" e "voando", todas mostrando o quanto mimi lessa e sua guitarra eram dignos de serem cultuados eternamente. Fughetti luz é autor do hino “campo minado”, imortalizado pela bandaliera e foi um dos grandes responsáveis pela formação do bixo da seda (que saberemos mais num próximo capítulo). hoje vive no interior do estado, porém ainda percorre os becos portoalegrenses produzindo músicos e bandas como a já citada (e extinta) bandaliera e também barata oriental (quarteto oitentista que retornou de longo retiro espiritual em 2004). mas, da psicodelia que o liverpool emanava, ficaram apenas as lembranças. Marcelo zona sul é trilha sonora do filme de 1970. perdido pelas locadoras ou acervos particulares de porto alegre.


5º Capítulo

Spectrum (1971) (RJ)

A banda – formada por seis garotos, na faixa dos 20 anos - foi chamada para fazer a trilha sonora do filme-documentário Geração Bendita, que mostra o cotidiano de uma comunidade hippie. Tudo em condições precárias de gravação e instrumentos de terceira mão. O resultado, o disco “Geração Bendita”, é datado de 1971, só tem músicas próprias. A sonoridade, influenciada por Steppenwolf, faz jus às grandes bandas gringas da época - e permaneceu anos na obscuridade. Recentemente, pesquisadores estrangeiros redescobriram e relançaram o álbum, chega a custar US$ 2 mil no mercado europeu.


6º Capítulo

Som Imaginário (1971) (MG)

Som Imaginário, banda que passeou com maestria nas fronteiras da psicodelia e do progressivo com a moderna MPB e toques de jazz, produzindo clássicos do gênero como Morse, Super God, Cenouras (… "vou plantar cenouras na sua cabeça"). Integraram o grupo em suas várias formações mestres do instrumento, como Wagner Tiso (teclados), Luís Alves (contrabaixo), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão), Frederyko (guitarra), Zé Rodrix (teclados, voz e flauta), Laudir de Oliveira (percussão), Naná Vasconcelos (percussão) e, ainda, ocasionalmente, Nivaldo Ornelas (sax) e Toninho Horta (guitarra). Gravaram os discos Som Imaginário (70), Som Imaginário - 2 (71) e Matança do Porco (73), que pra muitos é o álbum mais progressivo do grupo, contendo canções de Wagner Tiso como, "Armina" e a faixa-título, escrita originalmente para o filme "Os deuses e os mortos", de Ruy Guerra, que concorreu ao Festival de Berlim dois anos antes. Também em 1973, participou do LP "Milagre dos peixes", com Milton Nascimento, apresentado, no ano seguinte, em espetáculo gravado ao vivo e lançado em disco.

O grupo foi uma lenda no cenário musical: acompanhou Milton Nascimento em seu show "Milton Nascimento ah!... e o Som Imaginário", marco zero na carreira pop do cantor. O grupo era uma verdadeira farra, não ensaiava nem mesmo para gravar os discos. Apenas chegava e tocava as músicas, em sua maioria, compostas por Tavito. O Som Imaginário era um dos grupos de vanguarda na época e chegou a ganhar, com música "Feira Moderna", de Beto Guedes e Fernando Brant, o prêmio revelação do Festival Internacional da Canção.


7º Capítulo

Marconi Notaro (1973) (PE)

O LP 'No Sub Reino dos Metazoários', de Marconi Notaro, é dos expoentes da cena psicodélica nordestina. Lançado em 1973, enquadra-se na linha de obras como os discos de Lula Côrtes & Lailson - 'Paebirú' e 'Satwa', clássicos da psicodelia nacional.
Ultra-psicodélico em alguns momentos, o disco abre com o samba 'Desmantelado' (composto por Notari em 1968, "nos áureos tempos do Teatro Popular do Nordeste), com o regional formado por Notari, Robertinho de Recife, Zé Ramalho e Lula, entre outros. A segunda faixa, 'Ah Vida Ávida', com 'Notaro jogando água na cacimba de Itamaracá', mais Lula na 'cítara popular' e Zé Ramalho na viola indicam o que vem a seguir, um misto de alucinada psicodelia com pinceladas da mais singela música popular, como o frevinho 'Fidelidade' (... "permaneço fiel às minhas origens, filho de Deus, sobrinho de Satã" ...).


8º Capítulo

Vímana (1974) (RJ)

Vimana é o nome de uma banda brasileira de rock progressivo da década de 1970 que contou com Lulu Santos (guitarra), Ritchie (guitarra), Luiz Paulo Simas (teclados) e Lobão (bateria).
Originalmente, em 1974, a banda contava com Luiz Paulo Simas (teclados) e Candinho (bateria) vindos da banda Módulo 1000 e Lulu Santos (guitarra/vocal) e Fernando Gama (baixo) do Veludo Elétrico.
A banda realizava apresentações e seus integrantes trabalhavam como músicos de estúdio para outros artistas. Candinho sai em 1975, quando Ritchie e Lobão entram para a banda. Essa tornara-se a formação mais conhecida do Vimana. Com sucesso a banda lançou um compacto, "Zebra", pelo selo Som Livre e um LP que é arquivado pela gravadora que alega não haver público para rock no Brasil.


9º Capítulo

Arnaldo Baptista (1974) (MG)

Ele é certamente o artista mais subestimado de toda a história pop brasileira. Músico brilhante, arranjador, letrista, usina inesgotável de idéias, Arnaldo foi o grande líder dos Mutantes, a banda brasileira mais admirada no exterior e que hoje é vítima de um culto que beira o insuportável. Porém, poucos conhecem ou falam da carreira errática de Arnaldo Baptista. Talvez porque ele tenha enlouquecido verdadeiramente, graças às drogas e às suas idéias nem sempre compreendidas pelos outros (e até por ele mesmo). Mas Arnaldo, em uma vida cheia de acidentes (e alguns quase fatais), compôs uma das mais belas obras inspirada na dor, nos delírios e nas imagens particularíssimas de alguém como ele. Loki? é mais do que um disco estranho e até assustador. É a grande obra-prima de um gênio e certamente o mais importante e brilhante (ainda que ninguém concorde comigo) disco do rock nacional.


10º Capítulo

Ave Sangria (1975) (PE)


A banda escandalizou Recife na década de 70. Os garotos passavam batom, usavam roupas estranhas e beijavam-se no palco. Um deles chegou a enviar um cigarro de maconha para Paul McCartney, e foi correspondido. Seu som, rock psicodélico, ganhou as pitadas nordestinas em grande estilo – eram as guitarras elétricas com violar, misturadas a sambas e choros. As letras, totalmente non-sense, faziam a censura pegar no pé da banda. A trajetória do grupo durou pouco, mas marcou definitivamente a história musical de Recife.


11º Capítulo

Lula Côrtes e Zé Ramalho (1975) (PE)

Em 1973, o paraibano Zé Ramalho estava cansado de animar bailes em bandas de iê-iê-iê de João Pessoa e Campina Grande. O pintor Raul Córdula lhe avisou que no Recife havia um pessoal diferente, conhecido pela alcunha de udigrudi pernambucano. Foi pra lá. O guru era Lula Côrtes, um hiperativo que dividia seu tempo entre o desenho e o seu inseparável (e legendário) tricórdio.
No início de 1974 Zé foi apresentado a Lula, que vivia com a namorada Kátia Mesel no então distante subúrbio de Casa Forte (que virou bairro nobre do Recife). Lula lhe falou da Pedra do Ingá e da idéia de fazer um disco inspirado no sítio arqueológico de Ingá do Bacamarte. Paêbirú foi feito em 1975 no estúdio da Rozenblit (empresa fundamental para a história da música pernambucana) e lançado imediatamente. Mas na terrível enchente de julho daquele ano no Recife, as águas do Capibaribe invadiram a fábrica e destruíram praticamente toda a prensagem do disco, com a exceção de 300 cópias que haviam sido levadas para a casa de Lula e Kátia.


12º Capítulo

Serguei * (RJ)

Serguei foi uma das primeiras sintonias com a pré psicodelia em "Eu não Volto Mais" e "As alucinações de Serguei" de 66. Usou e abusou das cores da Tropicália muito antes de flertar com ela na música "Alfa Centauro". E mais tarde, "O Burro Cor de Rosa" e "Eu Sou Pisicodélico". Todas estas, entre outras, estão sendo resgatadas e apresentados às novas gerações via Baratos Afins, que acredita estar preservando parte de nossos valores culturais.

* Serguei começou a carreira de “pessoa psicodélica” em 1966. Não era músico, nem artistas... era uma espécie de performer... por isso não entra na ordem cronológica. É um personagem psicodélico.


13º Capítulo

- Psicodelia hj
- Reflexos dessa psicodelia
- Considerações finais
- Bandas psicodélicas hj
- Influências