Sim, essa vida não tá fácil... prometemos pra nós mesmas queaté o final do feriado teríamos mais 4 capítulos prontos - Módulo 1000, Vímana, Serguei e Som Imgainário... e cá estamos, pra lá de 1 da madruga, sentadas no computador...Trabalhoso mas divertido... algumas pérolas do Lobão (que foi a última fita que eu transcrevi) pra alegrar os corações... Tati tem umas ótimas do Tavito e do Zé Rodrix que ela postará depos que sair do transe...rs...
"Na verdade eu tive a sorte de cair numa banda que... eu queria trepar, foder, as na verdade, parecia um mosteiro. Tudo mto assim... treinava 10 horas por dias. "
"Ele [Luiz Paulo, tecladista do Vímana] parecia o visconde de sabugosa! Ele é totalmente distraído. Quando a gente morava junto, ele saía pelado do banheiro com a toalha na boca, ele tava compondo... com o braço esticado assim, olhando pra cima... tocando no braço... teclado com a mão direita..."
"A primeira doença venéria que eu contraí, foi quando eu entrei no vímana. Pô, eu era semivirgem! Foi num dia do soldado... 25 de agosto de 77, eu fazia 18 anos... E eu pensava, porra, vou ter que comer uma mulher... eu morava ali num lugar em laranjeiras, que tinha o famoso BO, "Buceta de Ouro", um puteiro, uma casa colonial... e eu fui lá... consegui, e na semana seguinte eu consegui dinheiro e fui lá, eu me lembro, sentei lá fazendo pose de cara experiente e pedi um guaraná caçula, hahahhahaa, cheio de chinfa... tava dando a maior bandeira... e na semana seguinte fui de novo e descolei uma gonorréia, o que naquela época era motivo de orgulho... vc praticamente tinha que cantar, era um upgrade... e eu sofria assédios sexuais... hahahahhaa"
"Pô, eu me lembro...a gente tava ensaiando no Teatro Casagrandre, o Fernando nunca foi de verbalizar, ele é mto na dele... aí to eu lá, tocando bateria e vendo tudo lá da frente, tinha assim o Lulu, o Fernando e comecei a ver o Lulu peitar o Fernando, burburinho, daqui a pouco parou todo mundo e eu so vejo o Lulu com aquela boca enorme e eu só vendo a silhueta... daqui a pouco veio...
Fernando: Lulu, deixa eu só falar uma coisa?
Lulu: não, vc não tem razão, não vai falar nada...
Fernando: é que vc ta com bafo de merda, por favor, para de falar...
Aìí Lulu esmureceu, saiu frágil, chorando, ofendidíssimo, a gente ria, e o Fernando tentando explicar... aí depois chega o Lulu, olha pra todo mundo teatralmente, encara todo mundo, pega uma craviola, toca uma musica linda, mto canastrona, “Amanhã, eu prometo, eu vou ser outra pessoa, espere até amanhã”... "
Quem viver, verá!
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sábado, 8 de setembro de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Lobão e etc e tal
Notícia I - Entregamos os dois primeiros capítulos (Introdução e Ronnie) para avaliação. Tiramos 9. Ficamos muito felizes, afinal, entregamos o texto sem ler na verdade e só form descontados erros bobo, de português, digitação e etc, além de uma cobrança em relação ao estilo do texto que ainda não foi bem definido. Vamos mudar o capítulos de introdução bastante, então não postaremos agora, mas o capítulo do Ronnie aparecerá por aqui em breve.
Notícia II - Ontem passamos um bom tempo entrevistando o Lobão, pro capítulo do Vímana. A entrevista foi SENSACIONAL. E isso não é pra puxar saco, não! O gato-garoto foi muito simpático e falou tudo, sem firulas, com bastante empolgação. Contou histórias de brigas da banda, de momentos legais, do tão falado affair com a então mulher do Patrick, de Lulu Santos, da admiração pelos companheiros de banda - tudo com muito carinho, como boas lembranças.
Vou transcrever esta fita e logo posto alguns trechos. Estamos atrás da irmã do Lulu Santos, da Lilian. Segundo o Lobão ela tem um belo arquivo de coisas do Vímana. Se alguém souber...
Bueno, é isso!
Aguardem os próximos capítulos!
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Lulu Santos POLÊEEEEEEEEEEMICO
Como diria meu querido editor no Showlivre.com: POLÊEEEEEEEEEEMICO
Lulu Santos é uma pessoa diríamos, de impossível acesso. Ele é eternamente ocupado e nunca poderá nos dar uma entrevista. Foi isso, mas em outras palavras, que nos disse sua assessora.
Engraçado que os outros integrantes da banda (menos o Lobão, que ainda nao falamos, mas acho que vai rolar!!! Todos falam que le é super gente boa e tals), SUPER DISPOSTOS A AJUDAR, comentaram que acreditavam que nunca falaríamos com o pop star, que ele era uma pessoa difícil, sempre foi e etc.
Como acho que não teremos a versão do Lulu Santos (isso é realmente lastimável, pq o Lulu seria essencial), vou postar um vídeo que achei no youtube, onde ele comenta o Vímana. Dá pra ver a cara de interesse dele no assunto... Ele foi expulso pelo Patrick Moraz (do Yes) do Vímana e faz questão de tirar uma onda citando o lendário episódio do Lobão e etc... Mas isso é o de menos. Esse vídeo serve para quem acha que não estamos nos esforçando pra falar com ele, perceber a cara de boa vontade quando o assunto é VÍMANA
BOM, CHEGA DE LAMENTAÇÕES... Com vcs, sempre rainha, Lulu Santos:
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sexta-feira, 25 de maio de 2007
Da terra da garoa para a cidade maravilhosa...
Bom, como a aninha adiantou, estamos indo para o RJ entrevistar o Serguei no sábado... MAS NÃO É SÓ ISSO!!!!!
Vamos falar com o Daniel Romani, do Módulo 1000 e se tudo der certo, com o Mimi Lessa, do Liverpool e com o Fernando Gama do Vímana!
PS.: Este fds tem shows do Lobão em SP e no Rio. Nosso ex-psicodélico lança seu "Acústico MTV".. quem diria, hein?
bom! wish us luck!
Em breve, fotos e videos do fredera... fotos do ronnie, etc e tal!
Vamos falar com o Daniel Romani, do Módulo 1000 e se tudo der certo, com o Mimi Lessa, do Liverpool e com o Fernando Gama do Vímana!
PS.: Este fds tem shows do Lobão em SP e no Rio. Nosso ex-psicodélico lança seu "Acústico MTV".. quem diria, hein?
bom! wish us luck!
Em breve, fotos e videos do fredera... fotos do ronnie, etc e tal!
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sexta-feira, 4 de maio de 2007
Virada Cultural Psicodélica e muito mais!

People!
Eis que nos aproximamos de uma data importantíssima no calendário paulistano... Mas calma! quem não estiver na terra da garoa não precisa amargar a ausência... mais pro final do post tem presentinho para os que estiverem de bobeira na internê no fds!
Neste fds vamos correr atrás de depoimentos de alguns figurões da música tupiniquim... encontros marcados com Serguei, Jorge Mautner; encontros quase marcados com Alceu, Moraes, Naná, Macalé... vamo que vamo!
Virada Cultura Psicodélica!
São Paulo se prepara para mais 24 horas ininterruptas de arte e cultura. Marcada para os dias 5 e 6 de maio, a 3ª Virada Cultural promete atrações para todas as idades e gostos em novos palcos além dos já conhecidos dos paulistanos que foram às ruas nas duas primeiras edições, em novembro de 2005 e maio de 2006. Alceu Valença abre o evento na Praça da Sé, às 18 horas, e a festa só termina 24 horas depois, com Zélia Duncan, no Boulevard São João. A iniciativa é da Prefeitura de São Paulo, com realização da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a SPTuris, Secretaria de Estado da Cultura e SESC.
A programação será concentrada em pólos, com grandes atrações distribuídas por todas as regiões da Cidade. Serão cinco palcos no Centro (Sé, Boulevard São João, Anhangabaú, Vieira de Carvalho e Barão de Itapetininga) com temáticas diferentes (MPB, rock, música clássica, romântica e dança) e outros quatro em pontos estratégicos: Guaianazes (Zona Leste), Pedreira (Zona Sul), Parada de Taipas (Zona Oeste) e Parque da Juventude (Zona Norte).
Os 26 CEU's entram na Virada 2007 com força total. Os shows terão formatos especiais. Pais e filhos famosos se apresentam juntos e haverá shows interativos, com bate-papo envolvendo a platéia durante e depois das apresentações. Entre as atrações já confirmadas estão Mônica Salmaso, Davi e Moraes Moreira, Zé Geraldo e Nô Stopa, Theo de Barros e Ricardo de Barros, Jorge Mautner, Geraldo Azevedo e Naná Vasconcelos.
A programação será concentrada em pólos, com grandes atrações distribuídas por todas as regiões da Cidade. Serão cinco palcos no Centro (Sé, Boulevard São João, Anhangabaú, Vieira de Carvalho e Barão de Itapetininga) com temáticas diferentes (MPB, rock, música clássica, romântica e dança) e outros quatro em pontos estratégicos: Guaianazes (Zona Leste), Pedreira (Zona Sul), Parada de Taipas (Zona Oeste) e Parque da Juventude (Zona Norte).
Os 26 CEU's entram na Virada 2007 com força total. Os shows terão formatos especiais. Pais e filhos famosos se apresentam juntos e haverá shows interativos, com bate-papo envolvendo a platéia durante e depois das apresentações. Entre as atrações já confirmadas estão Mônica Salmaso, Davi e Moraes Moreira, Zé Geraldo e Nô Stopa, Theo de Barros e Ricardo de Barros, Jorge Mautner, Geraldo Azevedo e Naná Vasconcelos.
E o PSICODELIA BRASILEIRA está mais do que representado e RECOMENDA
algumas atrações. Pessoas que fizeram, de alguma forma, parte do cenário psicodélico, de contracultura, de experimentalismo. São elas:
PALCO PRAÇA DA SÉ
18h - Alceu Valença tocando o álbum Espelho Cristalino 1977
PALCO BOULEVARD SÃO JOÃO/ANHANGABAÚ
18h- Aguiar e Banda Performática
22h- Sergio Dias
16h- Moraes Moreira e Armandinho tocando o álbum Cara e Coração 1977
18h- Aguiar e Banda Performática
22h- Sergio Dias
16h- Moraes Moreira e Armandinho tocando o álbum Cara e Coração 1977
PALCO BARÃO DE ITAPETININGA
19h45- Tutti Frutti
21h30- Serguei
23h15- A Patrulha do Espaço
1h- Made in Brazil
21h30- Serguei
23h15- A Patrulha do Espaço
1h- Made in Brazil
TEATRO MUNICIPAL
3h - Jards Macalé (Farinha do Desprezo 1972)
CEU ALVARENGA
19h -Jorge Mautner (aula show)
CEU ARICANDUVA
17h- Naná Vasconcelos (aula show)
CEU CAMPO LIMPO
18h- Geraldo Azevedo
CEU CASA BLANCA
19h- Davi e Moraes Moreira
CEU PQ VEREDAS
18h- Tom Zé
CEU VILA ATLÂNTICA
22h- Nana Vasconcelos (aula show)
Para os não-paulistanos... Um filme!
Ritmo Alucinante, filme de Marcelo França, traz os melhores momentos do Festival Hollywood Rock, realizado no Rio de Janeiro em 1975 por iniciativa de Nelson Motta, um dos primeiros festivais de rock no Brasil, mas oficialmente, não se reconhece como o primeiro Hollywood Rock. O show histórico, gravado no campo do Botafogo em qualidade razoável traz Rita Lee & Tutti-Frutti, Vímana (que não pode continuar a tocar todo o repertório devido a problemas de aparelhagem), O Peso, Erasmo Carlos, Celly Campelo e Raul Seixas.
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Capítulos definidos! Mais um dia...

Zenti, Zenti... tivemos uma reunião com o Welington, nosso orientador, e finalmente definimos os capítulos do livro. Ficou mais ou menos da seguinte forma:
* Ah... vamos procurar conseguir depoimentos de figurões sobre a psicodelia! Vamo que vamo! Agora contamos com todos vocês! Quem tiver contato, informação, fotos, discos, cartazes de shows, conhecidos que estiveram lá na época e etc... nos mandem pliss!!!! Toda ajuda é bem vinda!
Estruturação dos Capítulos do livro:
Considerações:
Os capítulos que envolvem personagens estarão dispostos em ordem cronológica
1º Capítulo
- loucura<=> psicodelia
- contracultura
- drogas
- expressão dos temas acima pelá arte
*Não falaremos de tropicália. Tentaremos introduzir o nosso trabalho focadas nos temas propostos acima.
2º Capítulo
Ronnie Von (1968) (SP/RJ)
Falaremos da experiência psicodélica do cantor. Ele era mauricinho, amado pelas garotas, invejado pelos rapazes. Mas no meio de seu sucesso, Ronnie Von gravou com os Mutantes – banda que, aliás, foi batizada por ele - lançou três álbuns experimentais, considerados os precursores da psicodelia nacional: Ronnie Von (1968), “A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais” (1969) e “A Máquina do Tempo” (1970). Ronnie Von abandonou seu lado pequeno príncipe e investiu pesado no rock psicodélico.
3º Capítulo
Módulo 1000 (1969) (RJ)
Quarteto progressivo carioca, formado em 1969, que teve breve duração. O grupo misturava influências de rock pesado com traços regionais. Lançaram um único álbum (Não fale com as paredes) em 1972 – hoje sonho de consumo de colecionadores. Na Europa o disco marcado por fortes guitarras e faixas instrumentais – além das letras em latim com referências bíblicas, é um clássico muito procurado. Som progressivo e letras em latim.
4º Capítulo
Liverpool (1970) (RS)
Liverpool foi a banda brasileira que mais perto chegou da criatividade mutante na época, porém, seu vinil nunca foi digitalizado por uma grande gravadora e alguns heróis hoje compartilham pela internet o pouco do que sobrou. preste atenção na psicodelia de "olhai os lírios do campo", "impressões digitais" e "voando", todas mostrando o quanto mimi lessa e sua guitarra eram dignos de serem cultuados eternamente. Fughetti luz é autor do hino “campo minado”, imortalizado pela bandaliera e foi um dos grandes responsáveis pela formação do bixo da seda (que saberemos mais num próximo capítulo). hoje vive no interior do estado, porém ainda percorre os becos portoalegrenses produzindo músicos e bandas como a já citada (e extinta) bandaliera e também barata oriental (quarteto oitentista que retornou de longo retiro espiritual em 2004). mas, da psicodelia que o liverpool emanava, ficaram apenas as lembranças. Marcelo zona sul é trilha sonora do filme de 1970. perdido pelas locadoras ou acervos particulares de porto alegre.
5º Capítulo
Spectrum (1971) (RJ)
A banda – formada por seis garotos, na faixa dos 20 anos - foi chamada para fazer a trilha sonora do filme-documentário Geração Bendita, que mostra o cotidiano de uma comunidade hippie. Tudo em condições precárias de gravação e instrumentos de terceira mão. O resultado, o disco “Geração Bendita”, é datado de 1971, só tem músicas próprias. A sonoridade, influenciada por Steppenwolf, faz jus às grandes bandas gringas da época - e permaneceu anos na obscuridade. Recentemente, pesquisadores estrangeiros redescobriram e relançaram o álbum, chega a custar US$ 2 mil no mercado europeu.
6º Capítulo
Som Imaginário (1971) (MG)
Som Imaginário, banda que passeou com maestria nas fronteiras da psicodelia e do progressivo com a moderna MPB e toques de jazz, produzindo clássicos do gênero como Morse, Super God, Cenouras (… "vou plantar cenouras na sua cabeça"). Integraram o grupo em suas várias formações mestres do instrumento, como Wagner Tiso (teclados), Luís Alves (contrabaixo), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão), Frederyko (guitarra), Zé Rodrix (teclados, voz e flauta), Laudir de Oliveira (percussão), Naná Vasconcelos (percussão) e, ainda, ocasionalmente, Nivaldo Ornelas (sax) e Toninho Horta (guitarra). Gravaram os discos Som Imaginário (70), Som Imaginário - 2 (71) e Matança do Porco (73), que pra muitos é o álbum mais progressivo do grupo, contendo canções de Wagner Tiso como, "Armina" e a faixa-título, escrita originalmente para o filme "Os deuses e os mortos", de Ruy Guerra, que concorreu ao Festival de Berlim dois anos antes. Também em 1973, participou do LP "Milagre dos peixes", com Milton Nascimento, apresentado, no ano seguinte, em espetáculo gravado ao vivo e lançado em disco.
O grupo foi uma lenda no cenário musical: acompanhou Milton Nascimento em seu show "Milton Nascimento ah!... e o Som Imaginário", marco zero na carreira pop do cantor. O grupo era uma verdadeira farra, não ensaiava nem mesmo para gravar os discos. Apenas chegava e tocava as músicas, em sua maioria, compostas por Tavito. O Som Imaginário era um dos grupos de vanguarda na época e chegou a ganhar, com música "Feira Moderna", de Beto Guedes e Fernando Brant, o prêmio revelação do Festival Internacional da Canção.
7º Capítulo
Marconi Notaro (1973) (PE)
O LP 'No Sub Reino dos Metazoários', de Marconi Notaro, é dos expoentes da cena psicodélica nordestina. Lançado em 1973, enquadra-se na linha de obras como os discos de Lula Côrtes & Lailson - 'Paebirú' e 'Satwa', clássicos da psicodelia nacional.
Ultra-psicodélico em alguns momentos, o disco abre com o samba 'Desmantelado' (composto por Notari em 1968, "nos áureos tempos do Teatro Popular do Nordeste), com o regional formado por Notari, Robertinho de Recife, Zé Ramalho e Lula, entre outros. A segunda faixa, 'Ah Vida Ávida', com 'Notaro jogando água na cacimba de Itamaracá', mais Lula na 'cítara popular' e Zé Ramalho na viola indicam o que vem a seguir, um misto de alucinada psicodelia com pinceladas da mais singela música popular, como o frevinho 'Fidelidade' (... "permaneço fiel às minhas origens, filho de Deus, sobrinho de Satã" ...).
8º Capítulo
Vímana (1974) (RJ)
Vimana é o nome de uma banda brasileira de rock progressivo da década de 1970 que contou com Lulu Santos (guitarra), Ritchie (guitarra), Luiz Paulo Simas (teclados) e Lobão (bateria).
Originalmente, em 1974, a banda contava com Luiz Paulo Simas (teclados) e Candinho (bateria) vindos da banda Módulo 1000 e Lulu Santos (guitarra/vocal) e Fernando Gama (baixo) do Veludo Elétrico.
A banda realizava apresentações e seus integrantes trabalhavam como músicos de estúdio para outros artistas. Candinho sai em 1975, quando Ritchie e Lobão entram para a banda. Essa tornara-se a formação mais conhecida do Vimana. Com sucesso a banda lançou um compacto, "Zebra", pelo selo Som Livre e um LP que é arquivado pela gravadora que alega não haver público para rock no Brasil.
9º Capítulo
Arnaldo Baptista (1974) (MG)
Ele é certamente o artista mais subestimado de toda a história pop brasileira. Músico brilhante, arranjador, letrista, usina inesgotável de idéias, Arnaldo foi o grande líder dos Mutantes, a banda brasileira mais admirada no exterior e que hoje é vítima de um culto que beira o insuportável. Porém, poucos conhecem ou falam da carreira errática de Arnaldo Baptista. Talvez porque ele tenha enlouquecido verdadeiramente, graças às drogas e às suas idéias nem sempre compreendidas pelos outros (e até por ele mesmo). Mas Arnaldo, em uma vida cheia de acidentes (e alguns quase fatais), compôs uma das mais belas obras inspirada na dor, nos delírios e nas imagens particularíssimas de alguém como ele. Loki? é mais do que um disco estranho e até assustador. É a grande obra-prima de um gênio e certamente o mais importante e brilhante (ainda que ninguém concorde comigo) disco do rock nacional.
10º Capítulo
Ave Sangria (1975) (PE)
* Ah... vamos procurar conseguir depoimentos de figurões sobre a psicodelia! Vamo que vamo! Agora contamos com todos vocês! Quem tiver contato, informação, fotos, discos, cartazes de shows, conhecidos que estiveram lá na época e etc... nos mandem pliss!!!! Toda ajuda é bem vinda!
Estruturação dos Capítulos do livro:
Considerações:
Os capítulos que envolvem personagens estarão dispostos em ordem cronológica
1º Capítulo
- loucura<=> psicodelia
- contracultura
- drogas
- expressão dos temas acima pelá arte
*Não falaremos de tropicália. Tentaremos introduzir o nosso trabalho focadas nos temas propostos acima.
2º Capítulo
Ronnie Von (1968) (SP/RJ)
Falaremos da experiência psicodélica do cantor. Ele era mauricinho, amado pelas garotas, invejado pelos rapazes. Mas no meio de seu sucesso, Ronnie Von gravou com os Mutantes – banda que, aliás, foi batizada por ele - lançou três álbuns experimentais, considerados os precursores da psicodelia nacional: Ronnie Von (1968), “A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais” (1969) e “A Máquina do Tempo” (1970). Ronnie Von abandonou seu lado pequeno príncipe e investiu pesado no rock psicodélico.
3º Capítulo
Módulo 1000 (1969) (RJ)
Quarteto progressivo carioca, formado em 1969, que teve breve duração. O grupo misturava influências de rock pesado com traços regionais. Lançaram um único álbum (Não fale com as paredes) em 1972 – hoje sonho de consumo de colecionadores. Na Europa o disco marcado por fortes guitarras e faixas instrumentais – além das letras em latim com referências bíblicas, é um clássico muito procurado. Som progressivo e letras em latim.
4º Capítulo
Liverpool (1970) (RS)
Liverpool foi a banda brasileira que mais perto chegou da criatividade mutante na época, porém, seu vinil nunca foi digitalizado por uma grande gravadora e alguns heróis hoje compartilham pela internet o pouco do que sobrou. preste atenção na psicodelia de "olhai os lírios do campo", "impressões digitais" e "voando", todas mostrando o quanto mimi lessa e sua guitarra eram dignos de serem cultuados eternamente. Fughetti luz é autor do hino “campo minado”, imortalizado pela bandaliera e foi um dos grandes responsáveis pela formação do bixo da seda (que saberemos mais num próximo capítulo). hoje vive no interior do estado, porém ainda percorre os becos portoalegrenses produzindo músicos e bandas como a já citada (e extinta) bandaliera e também barata oriental (quarteto oitentista que retornou de longo retiro espiritual em 2004). mas, da psicodelia que o liverpool emanava, ficaram apenas as lembranças. Marcelo zona sul é trilha sonora do filme de 1970. perdido pelas locadoras ou acervos particulares de porto alegre.
5º Capítulo
Spectrum (1971) (RJ)
A banda – formada por seis garotos, na faixa dos 20 anos - foi chamada para fazer a trilha sonora do filme-documentário Geração Bendita, que mostra o cotidiano de uma comunidade hippie. Tudo em condições precárias de gravação e instrumentos de terceira mão. O resultado, o disco “Geração Bendita”, é datado de 1971, só tem músicas próprias. A sonoridade, influenciada por Steppenwolf, faz jus às grandes bandas gringas da época - e permaneceu anos na obscuridade. Recentemente, pesquisadores estrangeiros redescobriram e relançaram o álbum, chega a custar US$ 2 mil no mercado europeu.
6º Capítulo
Som Imaginário (1971) (MG)
Som Imaginário, banda que passeou com maestria nas fronteiras da psicodelia e do progressivo com a moderna MPB e toques de jazz, produzindo clássicos do gênero como Morse, Super God, Cenouras (… "vou plantar cenouras na sua cabeça"). Integraram o grupo em suas várias formações mestres do instrumento, como Wagner Tiso (teclados), Luís Alves (contrabaixo), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão), Frederyko (guitarra), Zé Rodrix (teclados, voz e flauta), Laudir de Oliveira (percussão), Naná Vasconcelos (percussão) e, ainda, ocasionalmente, Nivaldo Ornelas (sax) e Toninho Horta (guitarra). Gravaram os discos Som Imaginário (70), Som Imaginário - 2 (71) e Matança do Porco (73), que pra muitos é o álbum mais progressivo do grupo, contendo canções de Wagner Tiso como, "Armina" e a faixa-título, escrita originalmente para o filme "Os deuses e os mortos", de Ruy Guerra, que concorreu ao Festival de Berlim dois anos antes. Também em 1973, participou do LP "Milagre dos peixes", com Milton Nascimento, apresentado, no ano seguinte, em espetáculo gravado ao vivo e lançado em disco.
O grupo foi uma lenda no cenário musical: acompanhou Milton Nascimento em seu show "Milton Nascimento ah!... e o Som Imaginário", marco zero na carreira pop do cantor. O grupo era uma verdadeira farra, não ensaiava nem mesmo para gravar os discos. Apenas chegava e tocava as músicas, em sua maioria, compostas por Tavito. O Som Imaginário era um dos grupos de vanguarda na época e chegou a ganhar, com música "Feira Moderna", de Beto Guedes e Fernando Brant, o prêmio revelação do Festival Internacional da Canção.
7º Capítulo
Marconi Notaro (1973) (PE)
O LP 'No Sub Reino dos Metazoários', de Marconi Notaro, é dos expoentes da cena psicodélica nordestina. Lançado em 1973, enquadra-se na linha de obras como os discos de Lula Côrtes & Lailson - 'Paebirú' e 'Satwa', clássicos da psicodelia nacional.
Ultra-psicodélico em alguns momentos, o disco abre com o samba 'Desmantelado' (composto por Notari em 1968, "nos áureos tempos do Teatro Popular do Nordeste), com o regional formado por Notari, Robertinho de Recife, Zé Ramalho e Lula, entre outros. A segunda faixa, 'Ah Vida Ávida', com 'Notaro jogando água na cacimba de Itamaracá', mais Lula na 'cítara popular' e Zé Ramalho na viola indicam o que vem a seguir, um misto de alucinada psicodelia com pinceladas da mais singela música popular, como o frevinho 'Fidelidade' (... "permaneço fiel às minhas origens, filho de Deus, sobrinho de Satã" ...).
8º Capítulo
Vímana (1974) (RJ)
Vimana é o nome de uma banda brasileira de rock progressivo da década de 1970 que contou com Lulu Santos (guitarra), Ritchie (guitarra), Luiz Paulo Simas (teclados) e Lobão (bateria).
Originalmente, em 1974, a banda contava com Luiz Paulo Simas (teclados) e Candinho (bateria) vindos da banda Módulo 1000 e Lulu Santos (guitarra/vocal) e Fernando Gama (baixo) do Veludo Elétrico.
A banda realizava apresentações e seus integrantes trabalhavam como músicos de estúdio para outros artistas. Candinho sai em 1975, quando Ritchie e Lobão entram para a banda. Essa tornara-se a formação mais conhecida do Vimana. Com sucesso a banda lançou um compacto, "Zebra", pelo selo Som Livre e um LP que é arquivado pela gravadora que alega não haver público para rock no Brasil.
9º Capítulo
Arnaldo Baptista (1974) (MG)
Ele é certamente o artista mais subestimado de toda a história pop brasileira. Músico brilhante, arranjador, letrista, usina inesgotável de idéias, Arnaldo foi o grande líder dos Mutantes, a banda brasileira mais admirada no exterior e que hoje é vítima de um culto que beira o insuportável. Porém, poucos conhecem ou falam da carreira errática de Arnaldo Baptista. Talvez porque ele tenha enlouquecido verdadeiramente, graças às drogas e às suas idéias nem sempre compreendidas pelos outros (e até por ele mesmo). Mas Arnaldo, em uma vida cheia de acidentes (e alguns quase fatais), compôs uma das mais belas obras inspirada na dor, nos delírios e nas imagens particularíssimas de alguém como ele. Loki? é mais do que um disco estranho e até assustador. É a grande obra-prima de um gênio e certamente o mais importante e brilhante (ainda que ninguém concorde comigo) disco do rock nacional.
10º Capítulo
Ave Sangria (1975) (PE)
A banda escandalizou Recife na década de 70. Os garotos passavam batom, usavam roupas estranhas e beijavam-se no palco. Um deles chegou a enviar um cigarro de maconha para Paul McCartney, e foi correspondido. Seu som, rock psicodélico, ganhou as pitadas nordestinas em grande estilo – eram as guitarras elétricas com violar, misturadas a sambas e choros. As letras, totalmente non-sense, faziam a censura pegar no pé da banda. A trajetória do grupo durou pouco, mas marcou definitivamente a história musical de Recife.
11º Capítulo
Lula Côrtes e Zé Ramalho (1975) (PE)
Em 1973, o paraibano Zé Ramalho estava cansado de animar bailes em bandas de iê-iê-iê de João Pessoa e Campina Grande. O pintor Raul Córdula lhe avisou que no Recife havia um pessoal diferente, conhecido pela alcunha de udigrudi pernambucano. Foi pra lá. O guru era Lula Côrtes, um hiperativo que dividia seu tempo entre o desenho e o seu inseparável (e legendário) tricórdio.
No início de 1974 Zé foi apresentado a Lula, que vivia com a namorada Kátia Mesel no então distante subúrbio de Casa Forte (que virou bairro nobre do Recife). Lula lhe falou da Pedra do Ingá e da idéia de fazer um disco inspirado no sítio arqueológico de Ingá do Bacamarte. Paêbirú foi feito em 1975 no estúdio da Rozenblit (empresa fundamental para a história da música pernambucana) e lançado imediatamente. Mas na terrível enchente de julho daquele ano no Recife, as águas do Capibaribe invadiram a fábrica e destruíram praticamente toda a prensagem do disco, com a exceção de 300 cópias que haviam sido levadas para a casa de Lula e Kátia.
12º Capítulo
Serguei * (RJ)
Serguei foi uma das primeiras sintonias com a pré psicodelia em "Eu não Volto Mais" e "As alucinações de Serguei" de 66. Usou e abusou das cores da Tropicália muito antes de flertar com ela na música "Alfa Centauro". E mais tarde, "O Burro Cor de Rosa" e "Eu Sou Pisicodélico". Todas estas, entre outras, estão sendo resgatadas e apresentados às novas gerações via Baratos Afins, que acredita estar preservando parte de nossos valores culturais.
* Serguei começou a carreira de “pessoa psicodélica” em 1966. Não era músico, nem artistas... era uma espécie de performer... por isso não entra na ordem cronológica. É um personagem psicodélico.
13º Capítulo
- Psicodelia hj
- Reflexos dessa psicodelia
- Considerações finais
- Bandas psicodélicas hj
- Influências
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quinta-feira, 29 de março de 2007
VÍMANA: Muito além dos cachos de Lulu Santos
Mítica banda de rock dos anos 70, o Vímana (palavra que significa disco voador em sânscrito) só ficou conhecido porque seus integrantes fizeram bem-sucedidas carreiras solo: Lobão (bateria), Lulu Santos (guitarra), Ritchie (vocais e flauta), Fernando Gama (guitarra, que depois integrou o Boca Livre) e Luiz Paulo (teclados, que depois mudou-se para os EUA). O primeiro show aconteceu em 1974 no teatro João Caetano (RJ), e depois de algumas apresentações foram escalados para a primeira edição do Hollywood Rock, em 1975, quando o som pifou e o show foi uma catástrofe. É um trecho desse show que você vê no vídeo abaixo.
Vímana, babes. Enjoy!
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sexta-feira, 16 de março de 2007
Noites tropicais
Nelson Motta, o Nelsinho, nasceu no lugar certo na hora certa. E trabalhou com as pessoas certas. Passou a adolescência nas rodas de bossa nova, cercado por Vinícius, Nara Leão, Edu Lobo. Conheceu Chico Buarque ainda moleque. Ficou amigo de todos. Colunista no Última Hora, foi o responsável por difundir a tropicália - até então, um estilo de música, teatro e cinema contestadores sem unidade entre si. Conheceu Tim Maia e Roberto Carlos quando ainda eram moleques roqueiros da Tijuca. Viveu e combateu a repressão, perdeu amigos, namorou Elis Regina, foi casado e teve filhas com Marília Pera.Já na década de 70, foi o responsável por festivais de rock históricos do Rio de Janeiro, conviveu com os "friques" Raul Seixas e Paulo Coelho, viu Lulu Santos e Lobão ainda moleques, tocando com o Vímana. E, quando estourou a onda discotéque, criou a boate e a moda de "dancing days", e são dele os sucessos das Frenéticas.
Como se não bastasse, viu o nascimento - se não tiver também ajudado no parto - do rock brasileiro de 80, dos Titãs, Barão Vermelho, Legião Urbana, Blitz. Por falar em Evandro Mesquita, foi um dos roteiristas e criadores da "Armação Ilimitada". E, só para finalizar a década de 80, foi o responsável por descobrir e lapidar Marisa Monte.
Precisa de mais? Toda a história da MPB está contada na visão carinhosa de Nelson Motta, o Nelsinho, em "Noites tropicais". Narrado em primeira pessoa, o livro é um relato passional e pessoal, mas também histórico, da nossa música.
Recomendamos!
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