Perdoem-nos pela correria... essa vida psicodélica não tá fácil.
Enquanto isso, um mimo. Episódio psicodélico da genial Pantera Cor de Rosa!!!!!
Enjoy!
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sexta-feira, 15 de junho de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
Ele é Psicodélico! Serguei!
Olásssssssssssssss
Em meio a correria que assola o trio de (quase) escritoras psicodélicas um post! Estamos marcando entrevistas com as fontes cariocas no momento. Wish us luck pq o negócio tá bem amarrado, como imaginávamos... pop stars não falam com a ralé... mas, o que mais nos incomoda é uma questão: ONDE ESTÁ SERGUEI? Ele não atende o telefone! Será que está tudo bem? Ele está de férias? Viajando? Fazendo shows fora do Rio? Bom... Esperamos conseguir falar com ele em breve!
Enquanto isso, no lustre do castelo... uns videozinhos para animar a galera. São trechos do show que ele fez na Virada Cultural.
PS.: Ah... a Ana Paula entrevistou o Fredera, do Som Imaginário!!!! Aguardem...
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sexta-feira, 18 de maio de 2007
Zé Guilherme - partes 2 e 3!
Yeahhhhhhhhhhhhhhh... para os que ficaram curiosos com a história de Zé Guilherme, mais dois vídeos... o resto, só no livro!
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quarta-feira, 9 de maio de 2007
Pérola do Som Imaginário
Como disse Jorge Mautner: Som Imaginário? O nome já diz tudo!
Pouco tempo, muita vontade... acreditem.
Este é um curta de André José Adler. Muito legal! Segundo as legendas, aparecem todos novinhos, além dos moços que formam a base da brilhante banda, Milton Nascimento, Gal Costa e Naná Vasconcelos.
Enjoy!
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segunda-feira, 7 de maio de 2007
Salve Jorge... Mautner - A Psicodelia Kaótica com K

Eu sou doidão, eu sou doidão
Eu sou doidão, doidão, doidão
Mas tenho bom coração
Bão ba la lão, bão ba la lão
Ah, me esqueci do resto da canção
Que papelão
("Doidão" - Jorge Mautner)
Virada Cultural - PARABÉNS para a organização da Virada Cultural. Apesar da Globo ter enfatizado o episódio Racionais MCs, o recorte foi mais do que injusto. A cidade estava linda, as pessoas estavam na rua, o Centro de São Paulo estava irreconhecível. Todos respirando arte - todos os tipos de arte. Muito bom! Quem foi, e circulou, concordará. A Sampa romântica da canção...
Eu sou doidão, doidão, doidão
Mas tenho bom coração
Bão ba la lão, bão ba la lão
Ah, me esqueci do resto da canção
Que papelão
("Doidão" - Jorge Mautner)
Virada Cultural - PARABÉNS para a organização da Virada Cultural. Apesar da Globo ter enfatizado o episódio Racionais MCs, o recorte foi mais do que injusto. A cidade estava linda, as pessoas estavam na rua, o Centro de São Paulo estava irreconhecível. Todos respirando arte - todos os tipos de arte. Muito bom! Quem foi, e circulou, concordará. A Sampa romântica da canção...
Bom, voltando ao tema do post: Jorge Mautner
*estamos marcando entrevistas com nomes que não fazem parte da nossa lista de personagens, mas que de alguma forma estão relacionados ao pensamento e à arte psicodélica, para uma parte de depoimentos do livro*
Domingo pós-primeira-rodada de shows, 6 de maio, 8h30 - sim... CEDO. Pouquíssimo tempo de espera e eis que sai do elevador, Jorge Mautner. Instrumento em mãos e mala pronta para embarcar, mas sem antes dar uma simpática entrevista...
Encantador. De inteligência única. Entrei no hotel com receio e saí apaixonada...rs... Brincadeiras à parte, Mr Mautner definiu o indefinível como poucos, apresentou uma nova abordagem da psicodelia - até então pouco explorada por nós, filosofou, e enfim definiu-se como Psicodélico Kaótico com K. Aqui, alguns trechos... o resto... só no livro!
**********************************************************************************
"Tudo que existe em um lugar reflete no outro. Esse novo movimento [a psicodelia] nada mais é que um novo existencialismo, uma afirmação da liberdade feminina e todas as condições que hoje se fala dos direitos humanos. Eu acho que é o ápice do romantismo na indústria. É o rock sem fronteiras, com musica erudita, etc. Aqui já se romperam as barreiras com a liberdade." J.M.
Neste bate-papo, Mautner faz questão de enfatizar a importância da imagem no contexto psicodélico. Para ele, a psicodelia tem a "missão" de exprimir, tornar paupável, os sentimentos, as imagens, as sensações causadas pelas alucinações psicodélicas estimuladas pelo LSD, pelos cogumelos, mas principalmente pelo espírito romântico.
Interessado no assunto e tentando explicar seu ponto de vista, pergunta quais bandas vamos abordar no livro... Tenho um papel com todas elas anotadas, confesso, para não esquecer... Ele olha...
"Ahhhhhhh... pela lista vc já tem aí... olha só, Som Imaginário, né? O nome já diz e muito. Os outros do nordeste... deixa eu ver aqui... isso! O Ave Sangria! As imagens e os temas deles... O Lula Côrtes e o Zé Ramalho... imagina... é isso: é esse romantismo que tem algo de exaltação, de pirataria, mas tem uma grande preocupação com a harmonia, uma preocupação com a linha, com o equilíbrio, e tb é uma coisa muito trabalhada, o psicodelismo... ele tem ... embora seja muito de irradiar emoções, sons, sensações ele tem uma preocupação muito grande organização tb, uma meticulosidade... em todos eles vc vê."
Sim, ele sabia do que estava falando! Se pararmos para observar as músicas do Ave Sangria, ouvir, sentir a canção, criamos as imagens perfeitamente na cabeça. O apelo visual da banda, tanto nas capas coloridas, quanto nos shows performáticos... Entendemos direitinho a interpretação de Mautner em relação à psicodelia.
"[O Ave Sangria] Tem uma pulsação vital muito forte. Elas já não são músicas depressivas, elas indicam o caminho da alegria - mas uma alegria que ainda não precisa ser só gargalhada... solar... pode ser até uma alegria melancólica, nesse clima de romantismo, impressionismo. Mas eles [os psicodélicos] ainda tem uma preocupação de grande harmonia. Finalizar, de enquadrar direito. Todos eles são muito claros, na intenção"
Mas afinal Sr Jorge, é isso aí? De onde vem essa loucura romântica?
"Cada geração tem que reconquistar a sua liberdade, então sempre vai surgir a novidade... que é a somatória lá de tras né, da pré-história, da nossa história, revoluções transformadas em arte e comunicação, se transfromando continuamente... aliás o Brasil é o exemplo máximo disso por causa da amálgama. "
Tá, ok, entendido!
Falamos de classificações, de definições e ao contrário do que a grande maioria prefere fazer, simplesmente dizer que classificar é errado, ruim, ele filosofa. Classificar, em sua visão, é um jeito de aprofundar e organizar. Desde que não exista a necessidade de se prender aos rótulos, todo tipo de definição é válida. "A classificação é uma tentativa preponderante racional de tentar interpretar a emoção que aquele fenômeno está te despertando. E na profundidade tudo tá parado e em movimento ao mesmo tempo. E na visão intuitiva dessa arte psicodélica você já tem essa junção... como arte", encerrou.
Palmas para Jorge Mautner!
Para quem não conhece... CONHEÇA! www.jorgemautner.com.br
Para os que conhecem e queiram ver... ANTES E DEPOIS:
Jorge Mautner na década de 70, cantando Guzzy Muzzy, do disco homônimo de 1974
Jorge Mautner e seu fiel parceiro Nelson Jacobina recém cantando "Herói das Estrelas"
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Capítulos definidos! Mais um dia...

Zenti, Zenti... tivemos uma reunião com o Welington, nosso orientador, e finalmente definimos os capítulos do livro. Ficou mais ou menos da seguinte forma:
* Ah... vamos procurar conseguir depoimentos de figurões sobre a psicodelia! Vamo que vamo! Agora contamos com todos vocês! Quem tiver contato, informação, fotos, discos, cartazes de shows, conhecidos que estiveram lá na época e etc... nos mandem pliss!!!! Toda ajuda é bem vinda!
Estruturação dos Capítulos do livro:
Considerações:
Os capítulos que envolvem personagens estarão dispostos em ordem cronológica
1º Capítulo
- loucura<=> psicodelia
- contracultura
- drogas
- expressão dos temas acima pelá arte
*Não falaremos de tropicália. Tentaremos introduzir o nosso trabalho focadas nos temas propostos acima.
2º Capítulo
Ronnie Von (1968) (SP/RJ)
Falaremos da experiência psicodélica do cantor. Ele era mauricinho, amado pelas garotas, invejado pelos rapazes. Mas no meio de seu sucesso, Ronnie Von gravou com os Mutantes – banda que, aliás, foi batizada por ele - lançou três álbuns experimentais, considerados os precursores da psicodelia nacional: Ronnie Von (1968), “A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais” (1969) e “A Máquina do Tempo” (1970). Ronnie Von abandonou seu lado pequeno príncipe e investiu pesado no rock psicodélico.
3º Capítulo
Módulo 1000 (1969) (RJ)
Quarteto progressivo carioca, formado em 1969, que teve breve duração. O grupo misturava influências de rock pesado com traços regionais. Lançaram um único álbum (Não fale com as paredes) em 1972 – hoje sonho de consumo de colecionadores. Na Europa o disco marcado por fortes guitarras e faixas instrumentais – além das letras em latim com referências bíblicas, é um clássico muito procurado. Som progressivo e letras em latim.
4º Capítulo
Liverpool (1970) (RS)
Liverpool foi a banda brasileira que mais perto chegou da criatividade mutante na época, porém, seu vinil nunca foi digitalizado por uma grande gravadora e alguns heróis hoje compartilham pela internet o pouco do que sobrou. preste atenção na psicodelia de "olhai os lírios do campo", "impressões digitais" e "voando", todas mostrando o quanto mimi lessa e sua guitarra eram dignos de serem cultuados eternamente. Fughetti luz é autor do hino “campo minado”, imortalizado pela bandaliera e foi um dos grandes responsáveis pela formação do bixo da seda (que saberemos mais num próximo capítulo). hoje vive no interior do estado, porém ainda percorre os becos portoalegrenses produzindo músicos e bandas como a já citada (e extinta) bandaliera e também barata oriental (quarteto oitentista que retornou de longo retiro espiritual em 2004). mas, da psicodelia que o liverpool emanava, ficaram apenas as lembranças. Marcelo zona sul é trilha sonora do filme de 1970. perdido pelas locadoras ou acervos particulares de porto alegre.
5º Capítulo
Spectrum (1971) (RJ)
A banda – formada por seis garotos, na faixa dos 20 anos - foi chamada para fazer a trilha sonora do filme-documentário Geração Bendita, que mostra o cotidiano de uma comunidade hippie. Tudo em condições precárias de gravação e instrumentos de terceira mão. O resultado, o disco “Geração Bendita”, é datado de 1971, só tem músicas próprias. A sonoridade, influenciada por Steppenwolf, faz jus às grandes bandas gringas da época - e permaneceu anos na obscuridade. Recentemente, pesquisadores estrangeiros redescobriram e relançaram o álbum, chega a custar US$ 2 mil no mercado europeu.
6º Capítulo
Som Imaginário (1971) (MG)
Som Imaginário, banda que passeou com maestria nas fronteiras da psicodelia e do progressivo com a moderna MPB e toques de jazz, produzindo clássicos do gênero como Morse, Super God, Cenouras (… "vou plantar cenouras na sua cabeça"). Integraram o grupo em suas várias formações mestres do instrumento, como Wagner Tiso (teclados), Luís Alves (contrabaixo), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão), Frederyko (guitarra), Zé Rodrix (teclados, voz e flauta), Laudir de Oliveira (percussão), Naná Vasconcelos (percussão) e, ainda, ocasionalmente, Nivaldo Ornelas (sax) e Toninho Horta (guitarra). Gravaram os discos Som Imaginário (70), Som Imaginário - 2 (71) e Matança do Porco (73), que pra muitos é o álbum mais progressivo do grupo, contendo canções de Wagner Tiso como, "Armina" e a faixa-título, escrita originalmente para o filme "Os deuses e os mortos", de Ruy Guerra, que concorreu ao Festival de Berlim dois anos antes. Também em 1973, participou do LP "Milagre dos peixes", com Milton Nascimento, apresentado, no ano seguinte, em espetáculo gravado ao vivo e lançado em disco.
O grupo foi uma lenda no cenário musical: acompanhou Milton Nascimento em seu show "Milton Nascimento ah!... e o Som Imaginário", marco zero na carreira pop do cantor. O grupo era uma verdadeira farra, não ensaiava nem mesmo para gravar os discos. Apenas chegava e tocava as músicas, em sua maioria, compostas por Tavito. O Som Imaginário era um dos grupos de vanguarda na época e chegou a ganhar, com música "Feira Moderna", de Beto Guedes e Fernando Brant, o prêmio revelação do Festival Internacional da Canção.
7º Capítulo
Marconi Notaro (1973) (PE)
O LP 'No Sub Reino dos Metazoários', de Marconi Notaro, é dos expoentes da cena psicodélica nordestina. Lançado em 1973, enquadra-se na linha de obras como os discos de Lula Côrtes & Lailson - 'Paebirú' e 'Satwa', clássicos da psicodelia nacional.
Ultra-psicodélico em alguns momentos, o disco abre com o samba 'Desmantelado' (composto por Notari em 1968, "nos áureos tempos do Teatro Popular do Nordeste), com o regional formado por Notari, Robertinho de Recife, Zé Ramalho e Lula, entre outros. A segunda faixa, 'Ah Vida Ávida', com 'Notaro jogando água na cacimba de Itamaracá', mais Lula na 'cítara popular' e Zé Ramalho na viola indicam o que vem a seguir, um misto de alucinada psicodelia com pinceladas da mais singela música popular, como o frevinho 'Fidelidade' (... "permaneço fiel às minhas origens, filho de Deus, sobrinho de Satã" ...).
8º Capítulo
Vímana (1974) (RJ)
Vimana é o nome de uma banda brasileira de rock progressivo da década de 1970 que contou com Lulu Santos (guitarra), Ritchie (guitarra), Luiz Paulo Simas (teclados) e Lobão (bateria).
Originalmente, em 1974, a banda contava com Luiz Paulo Simas (teclados) e Candinho (bateria) vindos da banda Módulo 1000 e Lulu Santos (guitarra/vocal) e Fernando Gama (baixo) do Veludo Elétrico.
A banda realizava apresentações e seus integrantes trabalhavam como músicos de estúdio para outros artistas. Candinho sai em 1975, quando Ritchie e Lobão entram para a banda. Essa tornara-se a formação mais conhecida do Vimana. Com sucesso a banda lançou um compacto, "Zebra", pelo selo Som Livre e um LP que é arquivado pela gravadora que alega não haver público para rock no Brasil.
9º Capítulo
Arnaldo Baptista (1974) (MG)
Ele é certamente o artista mais subestimado de toda a história pop brasileira. Músico brilhante, arranjador, letrista, usina inesgotável de idéias, Arnaldo foi o grande líder dos Mutantes, a banda brasileira mais admirada no exterior e que hoje é vítima de um culto que beira o insuportável. Porém, poucos conhecem ou falam da carreira errática de Arnaldo Baptista. Talvez porque ele tenha enlouquecido verdadeiramente, graças às drogas e às suas idéias nem sempre compreendidas pelos outros (e até por ele mesmo). Mas Arnaldo, em uma vida cheia de acidentes (e alguns quase fatais), compôs uma das mais belas obras inspirada na dor, nos delírios e nas imagens particularíssimas de alguém como ele. Loki? é mais do que um disco estranho e até assustador. É a grande obra-prima de um gênio e certamente o mais importante e brilhante (ainda que ninguém concorde comigo) disco do rock nacional.
10º Capítulo
Ave Sangria (1975) (PE)
* Ah... vamos procurar conseguir depoimentos de figurões sobre a psicodelia! Vamo que vamo! Agora contamos com todos vocês! Quem tiver contato, informação, fotos, discos, cartazes de shows, conhecidos que estiveram lá na época e etc... nos mandem pliss!!!! Toda ajuda é bem vinda!
Estruturação dos Capítulos do livro:
Considerações:
Os capítulos que envolvem personagens estarão dispostos em ordem cronológica
1º Capítulo
- loucura<=> psicodelia
- contracultura
- drogas
- expressão dos temas acima pelá arte
*Não falaremos de tropicália. Tentaremos introduzir o nosso trabalho focadas nos temas propostos acima.
2º Capítulo
Ronnie Von (1968) (SP/RJ)
Falaremos da experiência psicodélica do cantor. Ele era mauricinho, amado pelas garotas, invejado pelos rapazes. Mas no meio de seu sucesso, Ronnie Von gravou com os Mutantes – banda que, aliás, foi batizada por ele - lançou três álbuns experimentais, considerados os precursores da psicodelia nacional: Ronnie Von (1968), “A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais” (1969) e “A Máquina do Tempo” (1970). Ronnie Von abandonou seu lado pequeno príncipe e investiu pesado no rock psicodélico.
3º Capítulo
Módulo 1000 (1969) (RJ)
Quarteto progressivo carioca, formado em 1969, que teve breve duração. O grupo misturava influências de rock pesado com traços regionais. Lançaram um único álbum (Não fale com as paredes) em 1972 – hoje sonho de consumo de colecionadores. Na Europa o disco marcado por fortes guitarras e faixas instrumentais – além das letras em latim com referências bíblicas, é um clássico muito procurado. Som progressivo e letras em latim.
4º Capítulo
Liverpool (1970) (RS)
Liverpool foi a banda brasileira que mais perto chegou da criatividade mutante na época, porém, seu vinil nunca foi digitalizado por uma grande gravadora e alguns heróis hoje compartilham pela internet o pouco do que sobrou. preste atenção na psicodelia de "olhai os lírios do campo", "impressões digitais" e "voando", todas mostrando o quanto mimi lessa e sua guitarra eram dignos de serem cultuados eternamente. Fughetti luz é autor do hino “campo minado”, imortalizado pela bandaliera e foi um dos grandes responsáveis pela formação do bixo da seda (que saberemos mais num próximo capítulo). hoje vive no interior do estado, porém ainda percorre os becos portoalegrenses produzindo músicos e bandas como a já citada (e extinta) bandaliera e também barata oriental (quarteto oitentista que retornou de longo retiro espiritual em 2004). mas, da psicodelia que o liverpool emanava, ficaram apenas as lembranças. Marcelo zona sul é trilha sonora do filme de 1970. perdido pelas locadoras ou acervos particulares de porto alegre.
5º Capítulo
Spectrum (1971) (RJ)
A banda – formada por seis garotos, na faixa dos 20 anos - foi chamada para fazer a trilha sonora do filme-documentário Geração Bendita, que mostra o cotidiano de uma comunidade hippie. Tudo em condições precárias de gravação e instrumentos de terceira mão. O resultado, o disco “Geração Bendita”, é datado de 1971, só tem músicas próprias. A sonoridade, influenciada por Steppenwolf, faz jus às grandes bandas gringas da época - e permaneceu anos na obscuridade. Recentemente, pesquisadores estrangeiros redescobriram e relançaram o álbum, chega a custar US$ 2 mil no mercado europeu.
6º Capítulo
Som Imaginário (1971) (MG)
Som Imaginário, banda que passeou com maestria nas fronteiras da psicodelia e do progressivo com a moderna MPB e toques de jazz, produzindo clássicos do gênero como Morse, Super God, Cenouras (… "vou plantar cenouras na sua cabeça"). Integraram o grupo em suas várias formações mestres do instrumento, como Wagner Tiso (teclados), Luís Alves (contrabaixo), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão), Frederyko (guitarra), Zé Rodrix (teclados, voz e flauta), Laudir de Oliveira (percussão), Naná Vasconcelos (percussão) e, ainda, ocasionalmente, Nivaldo Ornelas (sax) e Toninho Horta (guitarra). Gravaram os discos Som Imaginário (70), Som Imaginário - 2 (71) e Matança do Porco (73), que pra muitos é o álbum mais progressivo do grupo, contendo canções de Wagner Tiso como, "Armina" e a faixa-título, escrita originalmente para o filme "Os deuses e os mortos", de Ruy Guerra, que concorreu ao Festival de Berlim dois anos antes. Também em 1973, participou do LP "Milagre dos peixes", com Milton Nascimento, apresentado, no ano seguinte, em espetáculo gravado ao vivo e lançado em disco.
O grupo foi uma lenda no cenário musical: acompanhou Milton Nascimento em seu show "Milton Nascimento ah!... e o Som Imaginário", marco zero na carreira pop do cantor. O grupo era uma verdadeira farra, não ensaiava nem mesmo para gravar os discos. Apenas chegava e tocava as músicas, em sua maioria, compostas por Tavito. O Som Imaginário era um dos grupos de vanguarda na época e chegou a ganhar, com música "Feira Moderna", de Beto Guedes e Fernando Brant, o prêmio revelação do Festival Internacional da Canção.
7º Capítulo
Marconi Notaro (1973) (PE)
O LP 'No Sub Reino dos Metazoários', de Marconi Notaro, é dos expoentes da cena psicodélica nordestina. Lançado em 1973, enquadra-se na linha de obras como os discos de Lula Côrtes & Lailson - 'Paebirú' e 'Satwa', clássicos da psicodelia nacional.
Ultra-psicodélico em alguns momentos, o disco abre com o samba 'Desmantelado' (composto por Notari em 1968, "nos áureos tempos do Teatro Popular do Nordeste), com o regional formado por Notari, Robertinho de Recife, Zé Ramalho e Lula, entre outros. A segunda faixa, 'Ah Vida Ávida', com 'Notaro jogando água na cacimba de Itamaracá', mais Lula na 'cítara popular' e Zé Ramalho na viola indicam o que vem a seguir, um misto de alucinada psicodelia com pinceladas da mais singela música popular, como o frevinho 'Fidelidade' (... "permaneço fiel às minhas origens, filho de Deus, sobrinho de Satã" ...).
8º Capítulo
Vímana (1974) (RJ)
Vimana é o nome de uma banda brasileira de rock progressivo da década de 1970 que contou com Lulu Santos (guitarra), Ritchie (guitarra), Luiz Paulo Simas (teclados) e Lobão (bateria).
Originalmente, em 1974, a banda contava com Luiz Paulo Simas (teclados) e Candinho (bateria) vindos da banda Módulo 1000 e Lulu Santos (guitarra/vocal) e Fernando Gama (baixo) do Veludo Elétrico.
A banda realizava apresentações e seus integrantes trabalhavam como músicos de estúdio para outros artistas. Candinho sai em 1975, quando Ritchie e Lobão entram para a banda. Essa tornara-se a formação mais conhecida do Vimana. Com sucesso a banda lançou um compacto, "Zebra", pelo selo Som Livre e um LP que é arquivado pela gravadora que alega não haver público para rock no Brasil.
9º Capítulo
Arnaldo Baptista (1974) (MG)
Ele é certamente o artista mais subestimado de toda a história pop brasileira. Músico brilhante, arranjador, letrista, usina inesgotável de idéias, Arnaldo foi o grande líder dos Mutantes, a banda brasileira mais admirada no exterior e que hoje é vítima de um culto que beira o insuportável. Porém, poucos conhecem ou falam da carreira errática de Arnaldo Baptista. Talvez porque ele tenha enlouquecido verdadeiramente, graças às drogas e às suas idéias nem sempre compreendidas pelos outros (e até por ele mesmo). Mas Arnaldo, em uma vida cheia de acidentes (e alguns quase fatais), compôs uma das mais belas obras inspirada na dor, nos delírios e nas imagens particularíssimas de alguém como ele. Loki? é mais do que um disco estranho e até assustador. É a grande obra-prima de um gênio e certamente o mais importante e brilhante (ainda que ninguém concorde comigo) disco do rock nacional.
10º Capítulo
Ave Sangria (1975) (PE)
A banda escandalizou Recife na década de 70. Os garotos passavam batom, usavam roupas estranhas e beijavam-se no palco. Um deles chegou a enviar um cigarro de maconha para Paul McCartney, e foi correspondido. Seu som, rock psicodélico, ganhou as pitadas nordestinas em grande estilo – eram as guitarras elétricas com violar, misturadas a sambas e choros. As letras, totalmente non-sense, faziam a censura pegar no pé da banda. A trajetória do grupo durou pouco, mas marcou definitivamente a história musical de Recife.
11º Capítulo
Lula Côrtes e Zé Ramalho (1975) (PE)
Em 1973, o paraibano Zé Ramalho estava cansado de animar bailes em bandas de iê-iê-iê de João Pessoa e Campina Grande. O pintor Raul Córdula lhe avisou que no Recife havia um pessoal diferente, conhecido pela alcunha de udigrudi pernambucano. Foi pra lá. O guru era Lula Côrtes, um hiperativo que dividia seu tempo entre o desenho e o seu inseparável (e legendário) tricórdio.
No início de 1974 Zé foi apresentado a Lula, que vivia com a namorada Kátia Mesel no então distante subúrbio de Casa Forte (que virou bairro nobre do Recife). Lula lhe falou da Pedra do Ingá e da idéia de fazer um disco inspirado no sítio arqueológico de Ingá do Bacamarte. Paêbirú foi feito em 1975 no estúdio da Rozenblit (empresa fundamental para a história da música pernambucana) e lançado imediatamente. Mas na terrível enchente de julho daquele ano no Recife, as águas do Capibaribe invadiram a fábrica e destruíram praticamente toda a prensagem do disco, com a exceção de 300 cópias que haviam sido levadas para a casa de Lula e Kátia.
12º Capítulo
Serguei * (RJ)
Serguei foi uma das primeiras sintonias com a pré psicodelia em "Eu não Volto Mais" e "As alucinações de Serguei" de 66. Usou e abusou das cores da Tropicália muito antes de flertar com ela na música "Alfa Centauro". E mais tarde, "O Burro Cor de Rosa" e "Eu Sou Pisicodélico". Todas estas, entre outras, estão sendo resgatadas e apresentados às novas gerações via Baratos Afins, que acredita estar preservando parte de nossos valores culturais.
* Serguei começou a carreira de “pessoa psicodélica” em 1966. Não era músico, nem artistas... era uma espécie de performer... por isso não entra na ordem cronológica. É um personagem psicodélico.
13º Capítulo
- Psicodelia hj
- Reflexos dessa psicodelia
- Considerações finais
- Bandas psicodélicas hj
- Influências
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