quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Seis mil!
Alcançamos a marca de seis mil visitantes. Quando começamos o blog, há sete meses, tínhamos alguma pretensão megalomaníaca, mas nem tanto. Além dessa marca considerável, o trabalho vem despertando interesse de muita gente bacana no mundo da música.
Agora, é a reta final - e isso implica mil brigas, falta de tempo e até falta de tesão, às vezes. Como todo mundo, acabamos deixando várias coisas pra última hora e, agora que faltam dois meses pro prazo final, começa a bater o desespero. Já temos três capítulos escritos, mais três em processo de confecção, a todo vapor. Apesar do sufoco, está sendo uma delícia ler as entrevistar e transformar todo o material bruto, de conversas non-sense, em histórias gostosas.
O Welington, o orientador, disse que precisamos escolher entre um estilo mais crônica, focado na vida particular dos entrevistados, nas histórias, ou um estilo mais reportagem, com dados e contextualização. Pela grande dificuldade em conseguir esses dados, e pela enorme riqueza de histórias de nossos personagens, acho que vamos partir para a crônica.
Agora falta pouco. É a parte mais foda, mas estamos sobrevivendo. Ainda faltam entrevistas importantes - tá sendo quase impossível marcar uma entrevista com Arnaldo Baptista. A dita "corte" que o cerca tá empatando a questão. Não sabemos como vai ser, vamos tentando. Fora isso, praticamente todos os capítulos estão com as entrevistas finalizadas. É muita coisa!
Para comemorar a nossa sobrevivência, o sempre feliz Mopho:
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Depois do desbunde, a propaganda
Aqui, incursões de Zé Rodrix no mundo da propaganda, na década de 70:
Não estou certa disso, mas creio que foram frutos da empresa de Tavito.
Fonte: Luís Nassif
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Zé Rodrix e Tavito: por dentro do Som Imaginário
Já falamos um pouco da banda por aqui: era um caldeirão sonoro formado por Wagner Tiso (teclados), Luís Alves (contrabaixo), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão), Fredera (guitarra), Zé Rodrix (teclados, voz e flauta), Laudir de Oliveira (percussão) e Naná Vasconcelos (percussão). O dream team da mpb formou-se em 1969, no Rio (não em Minas, ao contrário do que muitos pensam) para acompanhar um estreante mineiro no Teatro Opinião. O show "Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário" foi um tremendo sucesso e rendeu ao grupo seis meses de temporada, fama e um contrato com a Odeon para gravar um disco.
Robertinho Silva, Naná Vasconcelos e Milton Nascimento
"Som Imaginário" saiu em 1970 e colocou o grupo no topo do desbunde. Zé Rodrix e Tavito
confirmam as lendas que se formam ao redor da banda: não, não ensaiavam, tocavam de improviso e eram todos muito, muito doidões. A Odeon deu toda a liberdade criativa - e seria um prejuízo se não fizesse isso. Cada instrumento vai para um lado, mostrando as habilidades de cada um dos músicos, num resultado harmônico totalmente vanguardista. E os integrantes... eram daquele jeito: cabeludos, doidões, hippies, maconheiros, magricelas, viviam pelados,pregavam a paz e o amor livre, acreditavam em um mundo melhor. Eles chegaram a tocar na Globo, no programa Som Livre Exportação e acompanharam Gal Costa, que já era diva. E, no underground, viveram o desbunde carioca em sua melhor forma - conviveram com outras bandas vanguardistas da época, como o Módulo 1000, e tocaram no Festival de Guarapari, o famigerado Woodstock brasileiro.
Se você for de São Paulo e quiser conhecer Zé Rodrix e Tavito, eles vão direto no Caiubi. Se não, assista a alguns trechinhos do papo:
quarta-feira, 16 de maio de 2007
O outro lado da psicodelia de Ronnie Von
Com 17 anos na época, Zé conta que era conhecido como "Zé Louco" e era o único não-careta na banda. Diz, também, que grande parte dos arranjos 'psicodélicos' do disco, as guitarras ultra distorcidas e os sons estranhos, foram viagens musicais de um bando de garotos - da banda, não de Ronnie. Damiano Cozzela, o maestro produtor, apenas teria dado um "toque final" e, em cartos casos, até "estragado" o trabalho dos garotos.
O papel de Ronnie teria sido apenas o de consentir o trabalho dos músicos - e a façanha do disco, diz Zé, não é do cantor, nem de Cozzela, nem de Arnaldo Saccomani, o autor da maioria das músicas, mas das pirações dos meninos que estavam ligados na música de fora.
Polêmicas à parte - deixaremos elas para o livro -, fiquem com os ótimos vídeos de bastidores, gravados na entrevista, em que Zé comenta algumas músicas.
Tem vários outro vídeos, o upload tá meio lento mas já, já eles pintam aí.
terça-feira, 24 de abril de 2007
Alma rebelde, cara de mocinho
Visivelmente surpreso com o sucesso repentino que está fazendo - são cinco ou mais entrevistas por dia -, e também bastante cansado, Ronnie foi gentil como esperávamos. Foi uma hora de gravação, cheia de boas histórias e a afirmação clara de que só agora sua fase psicodélica - ou "surrealista", como ele prefere definir - está tendo o reconhecimento que merece.
Ronnie é bem diferente dos outros personagens do livro. Vem de família riquíssima, tradicional, estudou, tem bons modos. Mas, muito jovem, veio para São Paulo (ele é do Rio), largou tudo e foi morar numa pensão mequetrefe no centrão. Claro que a beleza estonteante do rapaz ajudou, e logo ele foi contratado por uma gravadora. Sempre orientado pelo "departamento comercial", ele vendia horrores fazendo versões e músicas bonitinhas.
Hoje, tem horror ao primeiro disco. Ficou puto porque a Universal o relançou. Afirma e reafirma que o estereótipo de bom moço foram os outros que colocaram - e isso ele nunca foi. Os discos malucos dele, entre 68 e 72, foram uma tomada de fôlego, a oportunidade para mostrar quem ele realmente era. E ele afirma isso: aquilo é que era ele, não "Meu bem" ou "A praça".
Ronnie lutou, lutou, lutou contra o estereótipo que lhe colocaram - mas, no fim, acabou se rendendo. Com mágoas, mas se rendeu.
Veja um aperitivo em que explica porque não entrou na onda do ácido:
Mais disso, só no livro. Qdo transcrevermos, colocamos um trechinho aqui.
As muitas faces de Von, Ronnie Von
Estamos a caminho da casa de Ronnie Von... UHUUUUUUUUUU... mas antes, alguns vídeos do moço, belíssimo moço, pra quem curte. Não são vídeos psicodélicos mas mostram um pouco da carreira de Ronnie em fases diferentes. Pra quem curte o som, pra quem curte o rapaz, pra quem curte o blog mesmo...rs...
Ladies n Gents, Mr. Ronnie Von!!!!!!
Vídeo 1 - Mantendo a tradição de bom moço, o jovem Ronnie canta "A Praça" na Record
Vídeo 2 - Em 1977, nosso galã protagoniza a novela Cinderela, ao lado de Vanusa
Vídeo 3 - Em 1972 o gato garoto participa do filme Janaina - A Virgem Proibida ao lado de Marlene França, Raul Cortez, Cynira Arruda, Cyl Farney.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Arnaldo Baptista - Antes e depois dos Mutantes
O segundo é um Arnaldo pós-Mutantes, século XXI. Dessa vez ao lado do jovem cantor Moisés Santana ele canta "Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?", faixa de seu disco Loki?, de 1974.
Com vocês, Arnaldo Baptista!
quarta-feira, 4 de abril de 2007
sexta-feira, 23 de março de 2007
Mistério do planeta
Talvez o único ponto de concordância entre eles seja a trupe dos Novos Baianos. Todos adoram e colecionam histórias da comunidade hippie num apê em Botafogo. Mas isso eles explicam melhor nas entrevistas. Por enquanto, um dos vídeos lindos extraídos do documentário de Solano Ribeiro sobre o hippies de Botafogo/Jacarepaguá.
sexta-feira, 9 de março de 2007
2001
IV Festival de Música Popular Brasileira, 1968. No meio das vaias dos setores mais ortodoxos da MPB, Rita, Arnaldo e Sérgio, todos com cara de criança, se divertem. Sob a supervisão do padrinho Gilberto Gil.
É, Caetano. Os Mutantes são demais.
Obs.: hoje, 9 de março, é o dia da inscrição do pré-projeto para avaliação. Aaaaaahhhhhhhh.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Danado pra catende
Ave Sangria - banda pernambucana, depois falamos mais dela - tocando com Alceu Valença, "Vou danado pra catende".
Sentiu?

