Mostrando postagens com marcador mutantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mutantes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Mutantes em SP!! Saiba como foi!

Foto: Vinícius Camargo

Poisé, não postamos avisando mas postamos contando (ou melhor, mostrando) como foi.

O Mutantes em sua nova formação passaram por palcos paulistanos este fds! Eles fizeram dois shows no Citibank Hall, em Moema. Quer saber como foi?
Foi assim! Nesse vídeo eles cantam "Caminhante Noturno", e nesse "Ave Gengis Khan". Para ver mais fotos, é só clicar aqui !
Vamo que vamo!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Arnaldo Baptista - Antes e depois dos Mutantes

Aqui vão dois vídeos pra quem gosta de Arnaldo Baptista. No primeiro, ao lado de Gilberto Gil, ele é entrevistado e comenta como foi ser convidado para participar de um festival. Gil conta como descobriram os meninos dos Mutantes e o repórter não se conforma com as declarações de Arnaldo, que deixa a modéstia de lado e fala o que pensa.

O segundo é um Arnaldo pós-Mutantes, século XXI. Dessa vez ao lado do jovem cantor Moisés Santana ele canta "Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?", faixa de seu disco Loki?, de 1974.

Com vocês, Arnaldo Baptista!




sexta-feira, 9 de março de 2007

2001



IV Festival de Música Popular Brasileira, 1968. No meio das vaias dos setores mais ortodoxos da MPB, Rita, Arnaldo e Sérgio, todos com cara de criança, se divertem. Sob a supervisão do padrinho Gilberto Gil.

É, Caetano. Os Mutantes são demais.

Obs.: hoje, 9 de março, é o dia da inscrição do pré-projeto para avaliação. Aaaaaahhhhhhhh.

terça-feira, 6 de março de 2007

A divina comédia


Terminei ontem de ler "A divina comédia dos Mutantes", de Carlos Calado. E estou com dor no coração até agora. Escrito em 1995, o livro termina tão melancólico, que você fica lendo até a última página para saber se não tem algo a mais. Na época, o autor sonhava com uma possível volta dos Mutantes - o que aconteceu, pra nossa sorte, neste ano. E nem venham falar de "caça níqueis", porque a volta foi honesta e deixou todos felizes.

O livro começa contando a história dos irmãos Dias Baptista, Cláudio, Arnaldo e Sérgio. Cláudio era o "professor Pardal" do bairro e, futuramente, construiria os míticos aparelhos de som do grupo. Arnaldo dispensa apresentações: tomou a liderança e embarcou, desde cedo, na música. E Sérgio Dias era um pivete que ganhava de todos nos duelos de guitarra. Eles conheceram Rita Lee em um festival de bandas adolescentes. Arnaldo e Rita, desde cedo, foram namoradinhos.


Depois de apresentarem-se no programa do Ronnie Von, "O pequeno mundo de Ronnie Von", foram batizados e conheceram Gilberto Gil - que os apresentou ao mundo da tropicália, com Caetano, Rogério Duprat, e outros. Eles eram o braço elétrico do tropicalismo - e, com o carisma do trio, foi fácil caminhar com as próprias pernas. Fizeram shows por todo o país, eram garotos-propaganda, participavam de inúmeros programas de tv. "Os Mutantes são demais!", disse Caetano Veloso.

O engraçado é que o grupo se sustentava em cima da frágil relação amorosa de Arnaldo e Rita. Chegaram a se casar, mas rasgaram a certidão ao vivo no programa da Hebe. No auge hippie - quando Antônio Peticov lhes apresentou o ácido, em Paris, e eles se mudaram para a Cantareira - eles tomaram contato com o "amor livre". E, a partir disso, a relação definitivamente se estremeceu.

Em Paris, os já cinco Mutantes no auge

Sempre doidões, e cada vez melhores instrumentistas, os Mutantes - aqui, Arnaldo, Sérgio, Dinho (bateirista) e Liminha (baixista) se dedicavam ao rock progressivo, mais complicado, com solos longos e complexos. Um dia, Sérgio encontrou Rita saindo com cara de choro da Cantareira. E ela disse "o Arnaldo disso que não tem mais espaço pra mim na banda". Depois, foi o próprio Arnaldo que saiu, quando quis tocar de graça em um festival hippie em Minas. E esse foi o melancólico começo do fim.

Pronto, contei o livro inteiro. Mas essa história todo mundo conhece. Vale a pena ler porque ali estão detalhes da época, os costumes, as loucuras, os contatos. Tudo ali, e é uma delícia de ler. É um livro pra devorar e guardar na biblioteca.