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sexta-feira, 20 de julho de 2007

Andamento do processo... the house is down!

Bueno, duas coisas!

Andaram me perguntando do Sr. Patrick Moraz. Famigerado, mas ao mesmo tempo, não tão conhecido assim! Para os curiosos que nunca ouviram o músico, aqui no blog amigo, tem um álbum do rapaz de 76.
O comentário do blog de lá é:
"Patrick Moraz é um excepcional tecladista e pianista. Suiço de nascimento, porém Brasileiro de coração ao compor este disco de belíssima concepção musical, tomou por base o ritmo da batucada brasileira, convidando vários nomes de renome do mundo do samba para acompanhá-lo na "salada" ritmíca deste álbum.Convém lembrar que Mr.Patrick, também teve a árdua tarefa de substituir o inigualável Mestre Rick Wakeman no Yes em um dos mais belos trabalhos desta Banda, o álbum Relayer que brevemente postaremos por aqui."
Agora, a hora da verdade:
Fizemos uma reunião ontem, eu e Ana Paula, para discutirmos o andar da carruagem psicodélica que nos consome. Chegamos a seguinte conclusão: Houston, we have a problem. Na verdade, não é exatamente um problema, mas uma situação de desespero... que vai passar...rs! Contabilizamos 28 entrevistas feitas até agora, e isso é ótimo. Mas a questão é que ainda faltam 22 entrevistas, 12 capítulos para serem escritos, revisados, diagramados... até novembro. Horas e mais horas de fitas que precisam ser transcritas... nhé! Mas blz. Para os curiosos e interessados na causa acadêmico-psicodélica eis a situação atual (Capítulos, entrevistas feitas e entrevistas que faltam):
Introdução
Entrevistas Feitas:
-Jorge Mautner
-Ezequiel Neves
-Nelson Motta
-Luis Carlos Maciel
-Luis Calanca
- Senhor F
Faltam:
-Amarilis
-Jaques
-Antonio Peticov
Ronnie Von
Entrevistas feitas:
-Ronnie
-Arnaldo Saccomani
-Zé Guilherme
-Marcito
Falta:
-Cozella
Som Imaginário
Entrevistas feitas:
-Milton Nascimento
-Zé Rodrix
-Tavito
-Fredera
-Wagner Tiso
Faltam:
-Robertinho Silva
-Naná Vasconcelos
-Luis Alves
Vímana
Entrevistas feitas:
-Lobão
-Luis Simas
-Ritchie
-Fernando Gama
Faltam:
-Candinho
******LULU SANTOS!!!!!******
Liverpool
Entrevistas feitas:
-Mimi Lessa
Faltam:
-Fughetti
-Marcos Lessa
-Edinho
Serguei
Entrevistas feitas:
-Serguei
-João (biógrafo do Serguei)
Lula Côrtes
Entrevistas feitas:
-Lula Côrtes
Faltam:
-Zé Ramalho
-Laílson
-Zé Teles
Ave Sangria
Entrevistas feitas:
-Marco Pólo
-Almir
Faltam:
-Paulo Rafael
-Zé teles
Módulo 1000
Entrevistas feitas:
-Daniel Romani
-Luis Simas
-Eduardo Leal
Faltam:
-Wander Borges
-Candinho
Spectrum
Falta:
-Caetano
-S. Quimas
Arnaldo Baptista (todas as entrevistas serão feitas em setembro, quando os Mutantes voltarem da Europa)
-Arnaldo
-Sérgio Dias
-Dinho
-Mário Pacheco (biógrafo)
Final (faltam todas)
-Jupiter Maçã
-Violeta de Outono
-Mopho
-Críticos de música (hj)
Com muita fé em Sto Expedito planejamos terminar de fazer as entrevistas até o final de agosto! Vamo que vamo que a fé não costuma faiar...

terça-feira, 19 de junho de 2007

Especial Timothy Leary!

Antes de tudo, uma explicação: este post não é, DE FORMA ALGUMA, uma apologia ao uso do LSD. É um especial com entrevistas e um texto sobre a vida do estudioso Timothy Leary, essencial dentro do conceito de psicodelia abordado em nosso livro. Quem tiver interesse na questão psicológica, científica que envolve o assunto... Enjoy!

Entre os principais defensores do LSD nos anos 60, estava Timothy Leary, que chegou a ficar conhecido como "guru do LSD". Doutor em Psicologia, Leary lecionou e desenvolveu pesquisas sobre o cérebro e a mente humana em importantes universidades americanas, como Berkeley e Harvard. No verão de 1960, em férias no México, um amigo antropólogo lhe ofereceu alguns cogumelos alucinógenos conhecidos como psilocybin, dos quais ele já tinha ouvido falar. Tim experimentou-os esperando que eles pudessem ser a chave da transformação psicológica... e ficou pasmo com a experiência. Era como se de repente, tivesse espiado pelas cortinas e descoberto que o nosso mundo - tão manifestadamente real e concreto - era na verdade uma construção mental.

Segundo ele, cinco horas sob o efeito dos cogumelos foram mais reveladoras do que os seus quinze anos de pesquisa, assim, conseguiu convencer o Departamento de Psicologia de Harvard a iniciar pesquisa administrando psilocybin a estudantes, que se mostraram interessados.

Após experimentar uma poderosa substância alucinógena descoberta nos anos 40 pelo cientista suíço Dr. Albert Hoffman, chamada simplesmente LSD, Tim teve a certeza de ter encontrado o caminho. Ele e o professor Richard Alpert (que mais tarde mudaria o nome para Baba Ram Dass, tornando-se um respeitado professor de disciplinas orientais), deram seqüência às pesquisas. Porém, muitos dos outros professores ficaram intranquilos vendo drogas serem administradas aos estudantes, exigindo que houvesse maior supervisão nos seus experimentos.

Muitos dos estudantes que não puderam entrar no programa de pesquisa, obtiveram a droga por outros meios e começaram a usá-las por conta própria. O Departamento de Narcóticos acabou envolvido e a CIA começou a ficar atenta a essas atividades. A Igreja também não era favorável a qualquer tipo de droga que abrisse a mente, pois isso levaria inevitavelmente a realidades múltiplas, conduzindo a uma visão politeísta do universo, comprometendo seriamente a idéia cristã de compromisso a um único e temido Deus, a uma única religião. Logo, Tim e Alpert foram convidados a deixar seus cargos em Harvard.

Na primavera de 1962, Leary e Alpert continuaram, com fundos próprios, a sua pesquisa com drogas psicodélicas em uma imensa mansão-fazenda em Millbrook, não muito distante de Nova Iorque. Lá recebiam amigos, conhecidos, artistas, poetas ou qualquer pessoa que quisesse participar das experiências. Em Millbrook, os interessados recebiam LSD e podiam usá-lo em qualquer lugar da casa ou da fazenda, no mato, no lago, desde que depois fornecessem um relatório com todos os detalhes.

Rapidamente, o local foi ganhando fama como reduto de orgias sexuais, depravações, etc. As meninas de uma escola próxima eram proibidas de sequer passar próximo à propriedade. O poeta beat Allen Ginsberg, assíduo frequentador da casa, ajudava Leary na divulgação do LSD, ligando para todas as figuras culturais famosas de sua agenda de telefones. Com a grande popularidade de Leary, o governo passou a ser mais rigoroso em sua política anti-droga. Richard Nixon chegou a chamá-lo de "o homem mais perigoso da América". As frequentes batidas policiais sempre acompanhadas de muita violência acabaram com a "era Millbrook". Com as mudanças culturais que aconteciam naqueles anos loucos, o governo estava ficando alarmado com o modo como a juventude começou a usar LSD. A imprensa estava cheia de histórias sensacionalistas de jovens que tiveram experiências horríveis. Políticos, policiais, instituições psiquiátricas apontavam LSD e maconha como as ameaças mais perigosas da raça humana.

O que Tim precisava agora era publicidade boa e apoio do público, o que lhe levou a ir pedir idéias ao Mestre da comunicação, Marshall McLuhan. Marshall disse que "você tem que usar as táticas mais atuais para despertar interesse no consumidor. Sorria nas fotografias e associe LSD com todas as coisas boas que o cérebro pode produzir: beleza, diversão, revelação mística, inteligência aumentada".

Tim continuou anunciando os aspectos benéficos do LSD publicamente e, como a droga ganhou popularidade com a contracultura, ele estava feliz em fornecer manuais de instrução para uso seguro. Segundo Leary, deveria-se ter respeito com a droga, seguindo alguns pontos para proteção contra badtrips ("viagens" ruins). Nessa época ele cunhou sua expressão mais célebre: Turn On, Tune In, Drop Out, ou Se ligue (ative seu sistema neural e genético), Se entregue (interaja harmoniosamente com o mundo ao redor de você), Caia fora (sugerindo um processo ativo, seletivo de separação de compromissos involuntários ou inconscientes). A imprensa interpretou isto como "apedrejar e abandonar todas as atividades construtivas"...

Em 1966, Tim muda-se para Laguna Beach, onde assiste ao Human Be-In, participa ativamente do movimento anti-guerra e canta "Give Peace a Chance" com Lennon e Yoko (os Beatles apoiavam-no publicamente). Logo depois é preso em flagrante por porte de droga e condenado a dez anos por algo que, pelas leis da época, pegaria seis meses de prisão. Tim foge da cadeia em 1970 e vai para a Suíça. Como o governo suíço lhe nega asilo, Leary foge para o Afeganistão, onde é preso no aeroporto, extraditado para a América e mandado de volta à prisão em 1972, sendo solto finalmente em 1976.

Nos anos 80, fascinado pelos computadores, Leary criou softwares de design, continuou escrevendo livros e fazendo conferências. Embora o seu tópico principal agora fosse tecnologia, ele ainda era reconhecido como o guru do LSD dos anos 60. Timothy Leary faleceu em 31 de maio de 1996, aos 75 anos, em sua própria cama, cercado de amigos. Logo em seguida, de acordo com o seu desejo, sua cabeça foi retirada do corpo e congelada...
(Texto retirado de: http://minerva.ufpel.edu.br/~castro/leary.htm)

How to operate your brain



Psycho Relic



Entrevista na prisão



Entrevista



Testes com tropas britânicas



Cobaia de experiência realizada em Harvard dá seu depoimento: